segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Principais atores do projeto de aprendizagem


Professores e Alunos, principais atores em projetos de aprendizagem

Prado(2005) afirma que no trabalho com projetos o aluno atua como pesquisador, ao levantar dúvidas, questionamentos e buscar respostas. Portanto, deve ser oportunizado a ele aprender-fazendo de forma que o mesmo se reconheça como coautor do que produz através da investigação e contextualização de conceitos prévios e descoberta de outros que surgem no processo de investigação.
Assim, torna-se necessário que seja orientado para que aprenda a selecionar conteúdos significativos, tomar decisões, trabalhar em grupo, gerenciar confronto de idéias e relacionar-se  com os colegas.
Neste contexto, o professor torna-se mediador, cabe a ele viabilizar situações que propiciem a descoberta, a sistematização dos conhecimentos e a utilização de mídias nesta sistematização com a compreensão das características própria de cada área, tecnologia e educação. Daí a necessidade de certo domínio das mídias pelo professor para que possa utilizá-la de forma pedagógica e a importância do desenvolvimento de projetos articulados que envolvam a coautoria dos vários atores.
Quanto aos conteúdos, afirma que a interdisciplinaridade é potencializada pelo trabalho com projetos, porém não nega a atividade disciplinar. Neste sentido, cita Fazenda (1994) que enfatiza que a interdisciplinaridade se dá sem que haja perda da identidade das disciplinas e Almeida (2002, p. 58) “(...) o projeto rompe com as fronteiras disciplinares (...)Isso não significa abandonar as disciplinas, mas integrá-las no desenvolvimento das investigações,(...)”.
Enfatiza que o conhecimento específico de cada disciplina possibilita ao aluno reconhecer e compreender as particularidades de um conteúdo, e o conhecimento integrado permite-lhe estabelecer relações significativas entre os conteúdos que estão sendo trabalhados.






PRADO, Maria Elisabette Brisola Brito. Pedagogia de projetos: fundamentos e implicações.
In: ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de; MORAN, José Manuel (Org.). Integração das
tecnologias na educação. Brasília: Ministério da Educação/SEED/TV Escola/Salto para o Futuro, 2005. cap. 1, artigo 1.1, p. 12-17. Disponível em: <http://www.tvebrasil.com.br/salto>.Acesso em: 12 jul. 2009.

Projeto Aprendendo a Estudar

PROJETO – APRENDENDO A ESTUDAR
FORMAÇÃO DE PROFESSORES 2011
Público Alvo: Professores de Ensino Fundamental (6º ao 9º Anos) e Médio Regular
Componente Curricular: Todos
Eixo Temático: Prática de Produção de Textos Orais e Escritos
Tema: Leitura e Compreensão de Textos
Conteúdos: Seleção, organização e registro de informações em situações didáticas de leitura e procedimentos de estudo (esquemas ou diagramas, mapas conceituais e resumos).
Tempo Estimado: 30 dias

JUSTIFICATIVA
“O aprendizado significativo acontece quando uma informação nova é adquirida mediante um esforço deliberado por parte do aprendiz em ligar a informação nova com conceitos ou proposições relevantes preexistentes em sua estrutura cognitiva. (Ausubel et al., 1978, p. 159)"
A construção de (esquemas ou diagramas, mapas conceituais e resumos), são ferramentas que auxiliam o registro organizado de conteúdos permitindo ao estudante associar com facilidade as informações novas aos conhecimentos prévios, proporcionando aprendizagens significativas.

OBJETIVO GERAL
Sensibilizar os professores de todas as áreas, do 6º ao 9º ano e Ensino Médio, para a importância do  trabalho com a leitura e o ensino de procedimentos de estudo.
Auxiliar os professores de todas as disciplinas a desenvolver a competência leitora dos alunos.




OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Ensinar o aluno a estudar.
- Discutir situações didáticas de leitura em contexto de estudo.
- Refletir sobre estratégias que favoreçam o domínio de algumas práticas de linguagem ligadas ao estudo: fazer esquemas, diagramas e resumos.

- Oportunizar aos professores o contato com bibliografia sobre gêneros de apoio à leitura. 

METODOLOGIA
O estudo será realizado através de oficinas com os professores, nos momentos destinados a Reuniões Pedagógicas previstas no Calendário Escolar. Após a oficina os professores deverão desenvolver as atividades de grifar e fazer fichamento de conteúdos de seu próprio componente curricular, com os alunos em sala, e no próximo encontro relatar aos colegas a experiência e observações sobre as atividades, como o comportamento dos alunos frente aos desafios.

Desenvolvimento
Oficina com os Professores – 2h15min
1-                 Retomar tema do módulo 1 – solicitar que professores relatem a experiência de desenvolver a atividade de grifar em sala de aula. – 15min
2-                 Apresentação slides – como Elaborar Esquemas – 20min
3-                 Vídeo- Para que serve a pergunta focal?- 20min
4-                 Leitura compartilhada. – exibida no data show - parte do texto O Resumo, de Isabel Solé -05min
5-                  Formar duplas e propor que, sem consultar o texto recém-lido, cada um relate ao parceiro o que apreendeu. – 15min
6-                  Socialização das ideias recuperadas.. -15min
7-                  Questionar sobre as dificuldades encontradas: - 20min
 Perguntar ao grupo se com uma única leitura é possível recuperar todos os pontos importantes: quais eles retiveram com mais facilidade?
Por que isso aconteceu?
Que estratégias proporiam aos alunos para que sejam capazes de expor ideias mais completas e organizadas?
Um esquema ou diagrama do conteúdo do texto pode ser uma estratégia?
8- Reler o Texto e grifar idéias principais para facilitar o resumo – 15min
9 – Mostrar exemplos de esquemas do texto -  Lembrar aos professores que são eles que vão decidir quando trabalhar o resumo com os alunos de acordo com a situação didática da aula. - 10min
10- Solicitar aos professores que trabalhem com os alunos os procedimentos de estudo que foram exercitados, observem as dificuldades dos alunos e preparem um relato para discussão no próximo encontro- 05min
11- Ler texto de Pais Brilhantes p.119;123-125 - 05min
MATERIAL NECESSÁRIO

Cópias do texto O ensino do resumo na sala de aula de Isabel Solé.
Papel Kraft
Papel Sulfite
Pincel atômico
Caneta, lápis
Data Show
Computador
Vídeos -  Para que serve a pergunta focal?-
Câmera Fotográfica

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:



TEXTO PARA LEITURA COMPARTILHADA
O ensino do resumo na sala de aula de Isabel Solé
É importante os alunos responderem por que precisam resumir, que assistam aos resumos efetuados pelo professor, que resumam conjuntamente e que possam usar esta estratégia de forma autônoma e discutir sua relação. Não vou insistir no que já comentei em capítulos anteriores, embora caiba recordar que o processo de ensino e aprendizagem não difere no essencial. No caso do resumo, Cooper (1990), com base nos trabalhos de Brown e Day (1983), sugere que para ensinar a resumir parágrafos de texto é necessário:
- Ensinar a encontrar o tema do parágrafo e a identificar a informação trivial para deixá-la de lado.
- Ensinar a deixar de lado a informação repetida.
- Ensinar a determinar como se agrupam as ideias no parágrafo para encontrar formas de englobá-las.
- Ensinar a identificar uma frase-resumo do parágrafo ou a elaborá-la.
Como podem ver, são as mesmas regras que já mencionamos anteriormente e que também são úteis para encontrar as ideias principais. Pois bem, podemos considerar que o resumo de um texto pode ser assimilado ao conjunto das suas ideias principais? Se nos ativermos ao processo que os especialistas determinam para estabelecê-los, sem dúvida nos encontraremos diante do mesmo procedimento, porém minha resposta à pergunta formulada é negativa. Parece-me que o resumo de um texto é elaborado com base naquilo que o leitor determina como ideias principais, que transmite de acordo com seus propósitos de leitura. Assim, poderíamos dizer que a determinação das ideias principais de um texto é uma condição necessária, porém não suficiente, para chegar à concretização do resumo, essa elaboração que, segundo Van Dijk, mantém relações muito particulares com o texto do qual provém.O resumo exige a identificação das ideias principais e das relações que o leitor estabelece entre elas, de acordo com seus objetivos de leitura e conhecimentos prévios.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

É preciso ensinar os alunos a usar a tecnologia com consciência


http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/orientador-educacional/preciso-ensinar-alunos-usar-tecnologia-consciencia-615029.shtml
É preciso ensinar os alunos a usar a tecnologia com consciência
Ensinar os jovens a fazer o uso adequado das ferramentas digitais os torna competentes na comunicação coletiva
Catarina Iavelberg (gestao@atleitor.com.br)
"Quanto maior a diversidade de ferramentas
dominadas pelo aluno, maior será seu 
território de ação."
O conhecimento de novas tecnologias ainda encontra resistências na escola. Enquanto alguns educadores temem que o uso da internet, de softwares educativos e de plataformas de ensino a distância prejudique o processo de aprendizagem, outros negam a existência desses recursos didáticos por desconhecer suas potencialidades.

As tecnologias contemporâneas permitem a construção de leituras inovadoras do mundo e ampliam as possibilidades de articulação, construção e circulação da informação. Aprendemos com o filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein (1889-1951) que os limites da nossa linguagem denotam os limites do nosso mundo. Quanto maior a diversidade de ferramentas dominadas pelo aluno, maior será seu território de ação.

Hoje, presenciamos a articulação de movimentos sociais e da sociedade civil por meio de sites, redes sociais, blogs etc. Não é possível ignorar a quantidade e a qualidade de informações que circulam nos espaços virtuais. É fascinante a variedade de textos, imagens e vídeos existentes na web. Ensinar a criança e o adolescente a se apropriar dessas novas linguagens é a única maneira de torná-los competentes para a comunicação coletiva. Toda escola deveria assumir o compromisso ético de proporcionar aos alunos o uso adequado dessas ferramentas, dando, assim, subsídios para que sejam capazes de filtrar as informações disponíveis, produzir conteúdos e conseguir articulá-los de forma reflexiva.

O orientador educacional e os demais gestores podem contribuir ao auxiliar as equipes a investigar a internet não apenas como uma ferramenta para o conhecimento, mas como uma aprendizagem em si mesma. A linguagem da rede mundial tem uma estrutura própria, com signos e significados que precisam ser compreendidos. É comum as pessoas - inclusive os alunos - identificarem o espaço virtual como sendo de caráter privado e divulgarem informações particulares sobre si ou outros colegas. Ocorre, porém, que isso não é verdade e os problemas de convivência ficam superdimensionados - o
cyberbullying é apenas um exemplo dessa prática inapropriada.

Realizar uma pesquisa sobre o uso da internet pelos estudantes pode fornecer pistas interessantes. Investigar, por exemplo, qual o tempo destinado às tecnologias, quais os sites e as redes sociais mais frequentados, a natureza dos jogos preferidos etc. Esse levantamento ajudará a mapear a intensidade e a qualidade da utilização dos recursos tecnológicos pelos alunos, fornecendo parâmetros úteis para a análise pela equipe docente.

Nesse ponto, as escolas deveriam estabelecer uma meta: buscar compreender, nas reuniões pedagógicas ou em outros espaços formativos, as estratégias didáticas para a aprendizagem das linguagens oriundas das novas tecnologias.

Para não cair em armadilhas, o importante é preservar, nos processos de ensino e aprendizagem, o sentido do conhecimento - ou seja, as preocupações e as indagações do aluno, da cultura e da sociedade. A escola que se empenha em inquietar o jovem, confrontando-o com questionamentos e conteúdos que o ajudam a entender o mundo em que vive, não deve temer a tecnologia, mas problematizá-la.

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RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA

COMO NASCEU O PROJETO
   O Projeto Aprendendo a Estudar nasceu da dificuldade dos alunos para ler, interpretar, resumir textos e expor suas idéias seja em linguagem codificada ou oral durante o ano de 2010.               Quando a revista Nova Escola publicou a série Projeto de formação de professores, na revista gestão escolar, http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/projeto-formacao-professores-procedimentos-leitura-581649.shtml, foi mais um incentivo, pois veio suprir a necessidade da Escola. Não foi possível implementar em 2010 mas ao planejar para 2011 estas oficinas já foram incluídas no plano de ação da Coordenação Pedagógica.
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          Na oficina, os professores afirmaram que os alunos têm bastante dificuldade neste sentido, pois a maioria estuda sem pensar na aprendizagem, não têm um objetivo claro ao estudar.

OFICINA SOBRE GRIFOS E FICHAMENTOS
     
    Grupo expondo suas conclusões




Conclusões dos grupos
Alguns professores acataram bem a sugestão, decidiram aplicar em sala buscaram mais informações, sobre o assunto, outros não deram muita importância, mas o que pude observar é que ao ver o colega trabalhando outros se sentiram motivados e resolveram trabalhar também com seus alunos.


Atividade em sala – 1º Ano A- Ens. Médio


O Professor Rodiney Nunes, desenvolveu com bastante dedicação a atividade. Os alunos fizeram grifos no texto em sala sob a orientação do mesmo, depois foram levados ao Laboratório de Informática para assistirem aos vídeos propostos sobre o grifa texto e o fichamento, depois retornaram a sala para rever seus próprios grifos e, o fichamento que fizeram e comparar com a orientação que receberam através dos vídeos.


Prof. Rodiney orientando os alunos em sala
Prof. Rodiney orientando os alunos no LIE

Prof. Rodiney orientando os alunos no LIE

  Prof. Rodiney orientando os alunos no LIE





O professor Diomedes trabalhou com seus alunos e o Athayde buscou informações com coordenação pedagógica para trabalhar também.
Prof. Diomedes orientando os alunos em sala

Realizada a tarefa com os alunos em conversa informal no pátio, os mesmos afirmaram que a atividade está ajudando na compreensão dos textos.

Depoimentos de alguns alunos

O próximo passo será levar os alunos ao laboratório para acessar o blog, ler este relato, fazer comentários da sua aprendizagem e buscar novas informações sobre técnicas de estudo utilizando os recursos tecnológicos disponíveis, computador e internet.

Será dado continuidade ao Projeto, trabalhando os outros módulos propostos pela revista Nova Escola 2º módulo: Diagramas e Resumos e 3º módulo: Notas e Seminários.