quarta-feira, 6 de julho de 2011

É preciso ensinar os alunos a usar a tecnologia com consciência


http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/orientador-educacional/preciso-ensinar-alunos-usar-tecnologia-consciencia-615029.shtml
É preciso ensinar os alunos a usar a tecnologia com consciência
Ensinar os jovens a fazer o uso adequado das ferramentas digitais os torna competentes na comunicação coletiva
Catarina Iavelberg (gestao@atleitor.com.br)
"Quanto maior a diversidade de ferramentas
dominadas pelo aluno, maior será seu 
território de ação."
O conhecimento de novas tecnologias ainda encontra resistências na escola. Enquanto alguns educadores temem que o uso da internet, de softwares educativos e de plataformas de ensino a distância prejudique o processo de aprendizagem, outros negam a existência desses recursos didáticos por desconhecer suas potencialidades.

As tecnologias contemporâneas permitem a construção de leituras inovadoras do mundo e ampliam as possibilidades de articulação, construção e circulação da informação. Aprendemos com o filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein (1889-1951) que os limites da nossa linguagem denotam os limites do nosso mundo. Quanto maior a diversidade de ferramentas dominadas pelo aluno, maior será seu território de ação.

Hoje, presenciamos a articulação de movimentos sociais e da sociedade civil por meio de sites, redes sociais, blogs etc. Não é possível ignorar a quantidade e a qualidade de informações que circulam nos espaços virtuais. É fascinante a variedade de textos, imagens e vídeos existentes na web. Ensinar a criança e o adolescente a se apropriar dessas novas linguagens é a única maneira de torná-los competentes para a comunicação coletiva. Toda escola deveria assumir o compromisso ético de proporcionar aos alunos o uso adequado dessas ferramentas, dando, assim, subsídios para que sejam capazes de filtrar as informações disponíveis, produzir conteúdos e conseguir articulá-los de forma reflexiva.

O orientador educacional e os demais gestores podem contribuir ao auxiliar as equipes a investigar a internet não apenas como uma ferramenta para o conhecimento, mas como uma aprendizagem em si mesma. A linguagem da rede mundial tem uma estrutura própria, com signos e significados que precisam ser compreendidos. É comum as pessoas - inclusive os alunos - identificarem o espaço virtual como sendo de caráter privado e divulgarem informações particulares sobre si ou outros colegas. Ocorre, porém, que isso não é verdade e os problemas de convivência ficam superdimensionados - o
cyberbullying é apenas um exemplo dessa prática inapropriada.

Realizar uma pesquisa sobre o uso da internet pelos estudantes pode fornecer pistas interessantes. Investigar, por exemplo, qual o tempo destinado às tecnologias, quais os sites e as redes sociais mais frequentados, a natureza dos jogos preferidos etc. Esse levantamento ajudará a mapear a intensidade e a qualidade da utilização dos recursos tecnológicos pelos alunos, fornecendo parâmetros úteis para a análise pela equipe docente.

Nesse ponto, as escolas deveriam estabelecer uma meta: buscar compreender, nas reuniões pedagógicas ou em outros espaços formativos, as estratégias didáticas para a aprendizagem das linguagens oriundas das novas tecnologias.

Para não cair em armadilhas, o importante é preservar, nos processos de ensino e aprendizagem, o sentido do conhecimento - ou seja, as preocupações e as indagações do aluno, da cultura e da sociedade. A escola que se empenha em inquietar o jovem, confrontando-o com questionamentos e conteúdos que o ajudam a entender o mundo em que vive, não deve temer a tecnologia, mas problematizá-la.

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RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA

COMO NASCEU O PROJETO
   O Projeto Aprendendo a Estudar nasceu da dificuldade dos alunos para ler, interpretar, resumir textos e expor suas idéias seja em linguagem codificada ou oral durante o ano de 2010.               Quando a revista Nova Escola publicou a série Projeto de formação de professores, na revista gestão escolar, http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/projeto-formacao-professores-procedimentos-leitura-581649.shtml, foi mais um incentivo, pois veio suprir a necessidade da Escola. Não foi possível implementar em 2010 mas ao planejar para 2011 estas oficinas já foram incluídas no plano de ação da Coordenação Pedagógica.
.
          Na oficina, os professores afirmaram que os alunos têm bastante dificuldade neste sentido, pois a maioria estuda sem pensar na aprendizagem, não têm um objetivo claro ao estudar.

OFICINA SOBRE GRIFOS E FICHAMENTOS
     
    Grupo expondo suas conclusões




Conclusões dos grupos
Alguns professores acataram bem a sugestão, decidiram aplicar em sala buscaram mais informações, sobre o assunto, outros não deram muita importância, mas o que pude observar é que ao ver o colega trabalhando outros se sentiram motivados e resolveram trabalhar também com seus alunos.


Atividade em sala – 1º Ano A- Ens. Médio


O Professor Rodiney Nunes, desenvolveu com bastante dedicação a atividade. Os alunos fizeram grifos no texto em sala sob a orientação do mesmo, depois foram levados ao Laboratório de Informática para assistirem aos vídeos propostos sobre o grifa texto e o fichamento, depois retornaram a sala para rever seus próprios grifos e, o fichamento que fizeram e comparar com a orientação que receberam através dos vídeos.


Prof. Rodiney orientando os alunos em sala
Prof. Rodiney orientando os alunos no LIE

Prof. Rodiney orientando os alunos no LIE

  Prof. Rodiney orientando os alunos no LIE





O professor Diomedes trabalhou com seus alunos e o Athayde buscou informações com coordenação pedagógica para trabalhar também.
Prof. Diomedes orientando os alunos em sala

Realizada a tarefa com os alunos em conversa informal no pátio, os mesmos afirmaram que a atividade está ajudando na compreensão dos textos.

Depoimentos de alguns alunos

O próximo passo será levar os alunos ao laboratório para acessar o blog, ler este relato, fazer comentários da sua aprendizagem e buscar novas informações sobre técnicas de estudo utilizando os recursos tecnológicos disponíveis, computador e internet.

Será dado continuidade ao Projeto, trabalhando os outros módulos propostos pela revista Nova Escola 2º módulo: Diagramas e Resumos e 3º módulo: Notas e Seminários.






segunda-feira, 4 de julho de 2011

A linguagem utililizada na escola e a realidade dos alunos

A utilização da linguagem na escola e a realidade dos alunos

                Adequar a linguagem utilizada e exigida na escola à linguagem usada pelos alunos lá fora tem sido um grande desafio.  Pedro Demo, em entrevista publicada http://www.nota10.com.br/noticia-detalhe/_Pedro-Demo-aborda-os-desafios-da-linguagem-no-seculo-XXI, diz que esta distância faz com que os alunos gostem cada vez menos da escola, pois estão envolvidos em um mundo de tecnologias, onde os textos são dinâmicos, repletos de imagens, sons, animações que traduzem suas emoções e os atrai, enquanto a escola continua a exigir um texto linear, cheio de regras, sem vida. Enfatiza também a necessidade de se cuidar do professor, oportunizando formação continuada em cursos de especialização, melhorando as condições de trabalho e os salários, pois é ele o ator principal para que ocorra mudança, a escola se aproxime do mundo real do aluno e haja cuidado para com a aprendizagem

PROJETO APRENDENDO A ESTUDAR

PROJETO – APRENDENDO A ESTUDAR
FORMAÇÃO DE PROFESSORES 2011
Público Alvo: Professores de Ensino Fundamental (6º ao 9º Anos) e Médio Regular
Componente Curricular: Todos
Eixo Temático: Prática de Produção de Textos Orais e Escritos
Tema: Leitura e Compreensão de Textos
Conteúdos: Grifos e Fichamento      
Tempo Estimado: 30 dias

JUSTIFICATIVA

            Este é o desafio posto à escola hoje aos professores de todas as áreas, proporcionar ao educando a aquisição da habilidade de ler para aprender e a competência para expor suas idéias de forma coerente e eficaz e compreender as várias formas de textos existentes e utilizadas na sociedade.   .

OBJETIVO GERAL
Sensibilizar os professores de todas as áreas, do 6º ao 9º ano e Ensino Médio, para a importância do  trabalho com a leitura e o ensino de procedimentos de estudo.
Auxiliar os professores de todas as disciplinas a desenvolver a competência leitora dos alunos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Refletir sobre as práticas de leitura e interpretação de textos que os alunos estão utilizando em sala de aula;

- Conhecer estratégias que favoreçam o domínio de algumas práticas de linguagem ligadas ao estudo;

- Oportunizar a professores o contato com bibliografia sobre gêneros de apoio à leitura. 
- Oferecer a professores instrumentos que possibilitem a organização do estudo.


METODOLOGIA
O estudo será realizado através de oficinas com os professores, nos momentos destinados a Reuniões Pedagógicas previstas no Calendário Escolar. Após a oficina os professores deverão desenvolver as atividades de grifar e fazer fichamento de conteúdos de seu próprio componente curricular, com os alunos em sala, e no próximo encontro relatar aos colegas a experiência e observações sobre as atividades, como o comportamento dos alunos frente aos desafios.

Desenvolvimento
Oficina com os Professores – 2h45min

1ª etapa - Debate -  10 –min

Para mobilizar os professores para o trabalho de leitura e procedimentos de estudo, começar discutindo as representações que eles fazem das dificuldades que os alunos apresentam na hora de estudar. Proponha um debate que parta de questões como:

- Os alunos sabem estudar? Por quê?
- Que representações eles fazem do estudo?
- É possível ensinar procedimentos de estudos? Quais? Como ensiná-los?
- Quais procedimentos já foram ensinados?

Pedir que os professores trabalhem em duplas e apresentem as conclusões a que chegaram para o grupo. Em seguida, organize um quadro com as respostas.

2ª etapa - Leitura compartilhada -  15 min  + 30 min

As diversas visões sobre o que é um resumo ou um fichamento certamente levam a diferentes maneiras de ensinar a produzir esses gêneros. Essa diversidade, na mesma escola, pode fazer com que o aluno se perca em meio a uma confusão de orientações e expectativas. Para leitores em formação, o melhor é repetir procedimentos e insistir neles.

1. Formar grupos de no máximo três professores e pedir que escrevam em papel craft ou cartolina as repostas às questões:
- O que é resumo? Que estratégias são boas para ensinar a resumir?
- O que é fichamento? Que estratégias são boas para ensinar a fichar?
- O que é esquema? O que é diagrama? Que estratégias são boas para ensinar fazer esquemas e diagramas?
- Como ensinar o aluno a grifar textos?
- O que é paráfrase?
- Quando fazer paráfrases e quando fazer resumos?

2. Discuta coletivamente as respostas dos professores, observando pontos comuns, divergências e incongruências. Durante o debate, é importante que todos percebam a necessidade de definir caminhos para ensinar a produzir os gêneros de apoio à leitura. É hora também de refletir sobre o papel da mediação do professor: não basta pedir aos alunos que grifem os textos ou façam resumos - é necessário ensinar-lhes como se faz.
3ª etapa - Grifar textos – 10min

3. Distribuir aos professores Cópias do texto Alguns Procedimentos de Apoio à Leitura   e pedir que  leiam e retomem os cartazes. Com uma caneta de outra cor, solicitar que acrescentem as novas informações que consideraram relevantes. Cada grupo deverá expor as conclusões.


4. Completados os cartazes, retomar a discussão da etapa anterior. Apresentar a síntese do que foi discutido até então, dando ênfase às estratégias que já apareceram no grupo para ensinar a elaborar os gêneros de apoio à leitura. Nesta etapa, propor algumas práticas de linguagem para o grupo, começando com grifar e sublinhar textos. Fazer com os professores atividades assim é a melhor maneira de combinar os procedimentos que devem ser adotados em sala de aula e tomá-los como objeto de reflexão. Assim, o professor vivencia a condição do aluno e depara-se com dificuldades que seguramente aparecerão em classe. É fundamental que a equipe perceba que grifar um texto não pode ser considerado uma atividade espontânea. Trata-se de uma construção escolar na qual o docente deve intervir ativamente. Vale lembrar que resumir é uma atividade bastante usual para quem estuda e grifar ou sublinhar é a primeira fase para selecionar as ideias que farão parte dessa produção.
1. Formar duplas, que é uma maneira interessante de trabalhar por permitir o debate e a negociação das passagens a ser grifadas. Distribuir o texto O Resumo, de Isabel Solé para, junto com os professores, ler e grifar os tópicos essenciais com a finalidade de produzir um fichamento.


2. Lembrar aos professores os passos que devem ser evitados e os que devem ser perseguidos na atividade de grifar, de acordo com o material trabalhado na etapa anterior.


4.
Os grifos devem ser feitos com lápis.


5. Explicar que o objetivo do exercício é marcar as passagens que apresentam o processo mediante o qual, segundo a autora, é possível elaborar um resumo. Veja abaixo um exemplo de como um texto pode ser grifado, com alguns comentários:
O Resumo Isabel Solé
A elaboração de resumos está estreitamente ligada às estratégias necessárias para estabelecer o tema de um texto, para gerar ou identificar sua ideia principal e seus detalhes secundários.

           Você poderia, neste momento, dizer qual é o tema deste capítulo? Poderia identificar as principais ideias que ele transmite? Considera que dispõe, com os passos anteriores, de um resumo do que leu até este momento?

            É provável que você considere que "quase" tem o resumo, mas não totalmente: ou, em outros termos, que a identificação do tema e das ideias fundamentais presentes em um texto lhe dão uma base importante para resumi-lo, porém este - o resumo - requer uma concretização, uma forma escrita e um sistema de relações que em geral não derivam diretamente da identificação ou da construção das ideias principais.
Comentários

No primeiro parágrafo, a autora apresenta as relações entre resumo, tema e ideia principal. Observe que termos acessórios (como advérbios) podem ser dispensados. A expressão "ideia principal" abarca "detalhes secundários".

Não é necessário grifar nada no segundo parágrafo. A autora apenas provoca o leitor, para interagir com ele.

No terceiro, continua a interpelação, mas no fim aparece uma informação nova - a de que o texto do resumo pode não derivar diretamente da identificação ou construção das ideias principais.
Exibir o vídeo: Técnicas de Estudo-uso do Grifa Texto http://www.youtube.com/watch?v=FsV7-aJmjZI -  02min

4ª etapa - Revisão dos grifos – 10min

Discutir com os professores o exercício da etapa anterior. O que eles grifaram? Por que destacaram determinadas passagens em detrimento de outras? É importante que todos tentem explicitar os critérios adotados e que se chegue a um consenso do que deveria ser grifado. Em função da discussão, os professores podem apagar o que marcaram desnecessariamente ou grifar passagens do texto que não tinham sido sublinhadas.


5ª etapa – Fichamento -30min
Exibir o vídeo Metodologia do trabalho e da pesquisa cientifica -http://www.youtube.com/watch?v=2RtFXYvO8ho

Propor que organizem e registrem as informações elaborando um fichamento. Essa atividade começa com a retomada do objetivo de leitura proposto e com a releitura do que foi grifado. Num fichamento, é importante aparecerem a referência bibliográfica, a explicitação do tema, as informações essenciais sobre questões específicas e as observações complementares.
Apresentar o seguinte modelo para a elaboração do fichamento:
Referência bibliográfica
Tema do texto:
Ideias importantes:
Observações complementares:
6ª etapa - Discussão das produções -10min
Socialização dos trabalhos, conversando sobre as dificuldades enfrentadas. Observar que para fazer o fichamento com base em grifos é necessário reorganizar o texto, observando o uso dos elementos coesivos e a coerência textual. É preciso observar ainda se o fichamento preserva o significado do texto do qual procede e se as informações registradas atendem ao objetivo específico de leitura.

7ª etapa - Planejamento do professor- 30min

Retomar os procedimentos propostos para grifar e fichar textos. Solicite que cada professor escolha um texto de sua área que pretenda trabalhar em sala de aula para que eles mesmos façam os grifos e o fichamento. Esse exercício é fundamental para que os docentes se apropriem das atividades que posteriormente proporão à turma e antecipem o trabalho que pretendem desenvolver. Será possível perceber as dificuldades que os alunos enfrentarão, as ideias que podem ser escolhidas como principais e, principalmente, os critérios que serão adotados para marcar ou não passagens do texto.

8ª etapa - Exercício do professor – 05min
Solicitar aos professores que trabalhem com os alunos os procedimentos de estudo que foram exercitados, observem as dificuldades dos alunos e preparem um relato para discussão no próximo encontro.
Encerramento- 10min
Exibir vídeo – Musica: Companheiro (Maria Eugênia) Composição : Marcelo Barra, Naire e Tibério Gaspar

MATERIAL NECESSÁRIO

Cópias do texto Alguns Procedimentos de Apoio à Leitura e o texto O Resumo, de Isabel Solé, do livro Estratégias de Leitura, Ed. Artmed.
Musica: Companheiro (Maria Eugênia) Composição : Marcelo Barra, Naire e Tibério Gaspar
Papel Kraft
Papel Sulfite
Pincel atômico
Caneta, lápis
Data Show
Computador
Vídeos 
Câmera Fotográfica
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/coordenador-pedagogico/projeto-formacao-professores-procedimentos-leitura-trio-gestor-diretor-escolar